Da cultura de inovação ao desenvolvimento de novas soluções
Uma cultura de inovação não se sustenta apenas pela geração de novas ideias. Para que elas avancem, as pessoas precisam de método, espaço para experimentar e condições para transformar problemas reais em soluções testadas.
Foi a partir desse desafio que a Semente começou a atuar ao lado da Mercur, em 2019. Fundada em 1924, no Rio Grande do Sul, a empresa atua principalmente nas áreas de saúde e educação, com produtos que vão de materiais escolares a soluções voltadas ao cuidado e à reabilitação.
A Mercur já vivia, desde 2007, um processo de transformação interna, que buscava fortalecer a inovação de forma coerente com seu propósito e com os impactos humanos e socioambientais de suas decisões. Nesse contexto, a parceria com a Semente passou a promover e fomentar a cultura de inovação na empresa criar condições para que a inovação fosse conduzida pelas próprias pessoas da organização.
Desde então, o trabalho avançou por diferentes frentes, combinando experimentação em desafios reais, desenvolvimento de pessoas e construção de estruturas para a inovação dentro da empresa. Mais do que concentrar esse conhecimento apenas no programa, a intenção era que os processos, métodos e repertórios permanecessem na organização e pudessem ser aplicados pelas equipes diante de novos desafios.
Quando inovar deixa de depender de iniciativas isoladas
Um dos primeiros movimentos realizados pela Mercur em parceria com a Semente foi uma Maratona de Inovação desenvolvida ao longo de várias semanas.
Ao contrário de um hackathon concentrado em poucos dias, o formato permite que as equipes tenham tempo para percorrer as etapas de investigação e desenvolvimento da solução. Assim, os colaboradores conversaram com pessoas relacionadas aos desafios, mapearam necessidades, construíram hipóteses e testaram se as propostas faziam sentido antes de avançar.
Além disso, o processo não se limitou às soluções desenvolvidas ao final da maratona. A iniciativa também se tornou uma experiência de aprendizado para as equipes, uma vez que os participantes vivenciaram cada etapa e passaram a contar com ferramentas e métodos que poderiam ser aplicados a outros desafios da organização. Aos poucos, esse repertório passou a fazer parte do cotidiano da organização, apoiando a investigação de problemas, a melhoria de processos e o desenvolvimento de novas soluções.
“Algo que pode parecer muito óbvio, mas que estamos aprendendo ao longo da nossa jornada com cultura de inovação, é utilizar nossos programas e ferramentas para ajudar especialmente no dia a dia dos colaboradores, facilitando atividades, melhorando processos e provocando as pessoas para que experimentem novas formas de fazer as coisas”, conta Cássia de Menezes Hoelzel, Articuladora de Inovação da Mercur.
Conheça mais sobre o hackathon estendido como fomento à Cultura de Inovação.
Veja como foi a experiência da Maratona de Inovação:
Experimentação que chega a desafios reais
Enquanto desenvolviam novas competências, as equipes também trabalhavam sobre problemas concretos da organização.
Em menos de 60 dias, os grupos trabalharam em desafios bastante diferentes entre si. Entre eles estavam uma tecnologia de resfriamento corporal para pessoas expostas a altas temperaturas, uma nova forma de frete baseada em redes de parceiros locais, uma solução robotizada para apoiar a transferência de pessoas com Esclerose Lateral Amiotrófica e uma alternativa ao uso de muletas.
Antes de desenvolver respostas, as equipes precisavam compreender o problema e as pessoas afetadas por ele. A partir dessas descobertas, construíam hipóteses, testavam possibilidades com usuários e parceiros e só então avançavam para a definição da solução e do modelo de funcionamento.
O processo ajudou a deslocar a inovação de um campo mais abstrato para uma prática que pode ser conduzida, testada e aprimorada pelas próprias equipes.
Desde a primeira Tese apresentada à Mercur, a inovação aconteceu por meio de diversos veículos, como:
- Hackathon
- Programa de intraempreendedorismo
- Programa de conexão com startups
- Cooperação com Universidades
A Semente trabalhou com a Mercur desde o Diagnóstico de Inovação e definições estratégicas, até a implementação de iniciativas por meio de Veículos de Inovação, passando pela co-criação da estratégia de inovação.
Assista ao vídeo e conheça mais sobre a jornada de inovação da Mercur:
Da experimentação para uma estrutura de inovação
A Maratona de Inovação foi uma das frentes dessa trajetória. A partir do diagnóstico realizado em 2019, a parceria se desdobrou em diferentes ações e projetos. Além disso, a Semente também apoiou o desenvolvimento de lideranças, a estruturação da tese e da governança de inovação, o fortalecimento do intraempreendedorismo e a criação de novas formas de colaboração com diferentes atores do ecossistema.
Um dos desdobramentos desse trabalho foi a construção do Vóka Mercur, centro de inovação da empresa. Em 2021, a Semente participou das etapas de conceituação, alinhamento e construção da estratégia do centro. No ano seguinte, o trabalho avançou para a estruturação de sua governança e operação, incluindo a definição de papéis, responsabilidades e diretrizes para seu funcionamento. Assim, o Vóka foi lançado em setembro de 2022, com a proposta de explorar novos mercados, tecnologias e conhecimentos por meio da colaboração.
Entre as iniciativas desenvolvidas nesse contexto está o Vókathon, primeiro programa do centro de inovação, aberto a colaboradores, parceiros, clientes e à comunidade. A proposta era explorar e validar hipóteses de novos negócios. Em sua primeira edição, por exemplo, o desafio esteve relacionado à reabilitação física e motora, buscando soluções que tornassem esse processo mais agradável para as pessoas.
Ao incorporar diferentes perspectivas, a Mercur amplia as possibilidades de desenvolver soluções conectadas às necessidades de quem vivencia os problemas. Dessa forma, a inovação ganha espaço para avançar em diferentes frentes, desde a melhoria de processos até o desenvolvimento de novos produtos e serviços. Essa abordagem reforça uma prática já presente na cultura da empresa: o “fazer com”.
Mais do que inovar, criar a capacidade de continuar inovando
Programas de Gestão da Inovação são estruturados para que a organização desenvolva autonomia para continuar inovando para além de cada projeto. Por isso, a Semente combina a condução de desafios reais com a formação de pessoas e a construção das estruturas necessárias para que novos ciclos de inovação possam acontecer internamente.
Na Mercur, essa trajetória iniciada em 2019 conecta cultura, estratégia, governança, experimentação e desenvolvimento de novas soluções. Ao mesmo tempo em que projetos concretos são conduzidos, métodos, processos e repertórios passam a fazer parte da forma como as próprias equipes trabalham.
Com isso, a inovação deixa de depender exclusivamente de ações pontuais ou de apoio externo. A empresa passa a contar com pessoas preparadas, processos estruturados e mecanismos capazes de apoiar e organizar novas iniciativas.
Como a Semente atua em Programas de Gestão da Inovação
A Mercur integrou a frente de Programas de Gestão da Inovação da Semente, voltada a organizações que querem transformar inovação em uma capacidade permanente.
A atuação parte da realidade e dos desafios de cada empresa. Estruturamos sistemas, governança e cultura de inovação com o desenvolvimento de lideranças e pessoas intraempreendedoras. Ao mesmo tempo, desafios reais da organização são conduzidos até a experimentação, a validação e o desenvolvimento de soluções com potencial de implementação.
O objetivo não é transferir conhecimento ou aplicar uma metodologia pontual, mas desenvolver a capacidade de inovação dentro da empresa. Enquanto projetos concretos avançam, as equipes incorporam métodos, processos e ferramentas que permanecem na organização e podem ser aplicados a novos desafios.
Com isso, a empresa passa a contar não apenas com pessoas mais preparadas para inovar, mas também com estruturas para priorizar oportunidades, conduzir experimentos, tomar decisões e transformar desafios em projetos com resultados acompanháveis ao longo do tempo.
Além da Mercur, essa frente reúne trabalhos desenvolvidos com organizações como Be8 e FIESC.
Quer estruturar a inovação para que ela aconteça de forma contínua na sua organização? Fale com a Semente.



