Gestão de OPME
“Como podemos apoiar médicos e equipes internas na solicitação e validação de OPME, conectando padronização, governança clínica, eficiência operacional e sustentabilidade financeira?”
A Unimed Campo Grande lida com grandes desafios na gestão de OPME (órteses, próteses e materiais especiais), onde a solicitação médica ocorre majoritariamente por campo aberto, sem padronização. Isso causa incerteza para o médico sobre o que está homologado e gera um fluxo ineficiente de autorização, auditoria, suprimentos e faturamento, elevando custos e riscos assistenciais.
As causas desse problema residem na ausência de um catálogo inteligente e na falta de governança clínica sobre quais materiais estão disponíveis e adequados. A alta variabilidade de tecnologias, marcas e modelos, sem uma vinculação clara aos procedimentos, obriga a equipe interna da operadora a realizar análises manuais, retrabalhando solicitações que chegam sem os dados necessários ou com materiais fora do padrão.
Os efeitos são sentidos na lentidão da autorização, na necessidade de compras urgentes (mais caras e menos previsíveis), e no desgaste na relação entre cooperativa e médicos. A falta de visibilidade impede que o médico escolha a melhor alternativa técnico-científica disponível, além de gerar desperdícios assistenciais e dificuldade de rastreabilidade completa entre a solicitação, o uso e o faturamento final.
O sucesso do desafio será a implementação de um fluxo mais inteligente e rastreável, com meta de reduzir o custo total com OPME entre 3% e 7% até 2027. Busca-se aumentar a previsibilidade de consumo por especialidade e procedimento, garantindo que o médico tenha apoio para escolher materiais homologados que atendam ao protocolo clínico sem elevar desnecessariamente o custo assistencial.
A hipótese de solução envolve a criação de um catálogo inteligente de OPME, integrado por procedimento, que apresente ao médico as alternativas homologadas e disponíveis. A automação deve realizar a triagem das solicitações, gerando alertas ou sugestões caso o material esteja fora do padrão, e oferecer painéis de gestão para que as equipes internas acompanhem pendências e riscos, tudo sem exigir integração sistêmica completa na fase de POC.