Taesa
Descarbonização e Emissões (Escopo 2)
“Como zerar emissões do Escopo 2 na transmissão de energia?”
A Taesa enfrenta um desafio estrutural: a maioria de suas emissões de gases de efeito estufa está concentrada no Escopo 2, proveniente das perdas elétricas inerentes ao processo de transmissão. Essas perdas são físicas e decorrem do fluxo de carga nas linhas, uma variável que a empresa não controla, pois o despacho de energia é definido pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), criando um gargalo para suas estratégias de descarbonização.
As causas raízes são a natureza física do efeito Joule, o modelo regulatório rígido de Receita Anual Permitida (RAP) — que limita investimentos em tecnologias inovadoras não previstas — e a ausência de incentivos para reduzir emissões no segmento de transmissão. A transmissora assume a responsabilidade pelas emissões, mas não possui a autonomia operacional necessária para mitigá-las, gerando uma dissociação estrutural.
Os efeitos negativos incluem a dificuldade de adesão a protocolos internacionais como o Net Zero, uma vez que as soluções atuais são apenas incrementais e insuficientes. Há uma pressão crescente de investidores e agências ESG por reduções imediatas, o que coloca a empresa em uma posição de risco reputacional, dado que a estrutura regulatória a impede de realizar investimentos disruptivos sem comprometer sua rentabilidade.
A resolução deste desafio envolve definir soluções factíveis que superem a barreira tecnológica e regulatória, permitindo à empresa aderir a compromissos de descarbonização de forma justa. O objetivo é mitigar fisicamente as perdas ou criar inovações metodológicas que isolem o que a empresa não controla, permitindo que a companhia se posicione como pioneira na economia de baixo carbono no setor elétrico.
As hipóteses de solução incluem hardware inovador que reduza perdas físicas, softwares preditivos que forneçam inteligência de dados ao ONS para otimizar o despacho, ou a criação de modelos regulatórios (Sandboxes) que remunerem esforços de descarbonização. Além disso, a empresa considera estratégias de compensação de emissões utilizando seus ativos e linhas de transmissão, buscando um balanço climático que se enquadre nos critérios globais de sustentabilidade.