Inteligência Analítica em Videomonitoramento
“Como podemos transformar fluxos de vídeo em ‘Camadas de Inteligência’ para agregar valor para escolas públicas, hospitais públicos e mobilidade urbana?”
O Grupo Interjato possui uma infraestrutura robusta de conectividade e captação de vídeo instalada em clientes críticos, como hospitais e escolas, mas subutiliza esse ativo, tratando-o apenas como segurança reativa. As imagens são gravadas e assistidas a posteriori, sem processamento em tempo real que gere ganhos de produtividade ou ações preventivas, desperdiçando o potencial estratégico dos dados já captados.
A causa raiz é o foco histórico da empresa no hardware e na transmissão, deixando a camada de inteligência analítica restrita a soluções de mercado pouco customizáveis ou de alto custo. Desenvolver algoritmos de IA in-house para a diversidade de setores atendidos seria lento demais. O desafio, portanto, é converter essa commodity de imagem em serviços de valor agregado, diferenciando a oferta da empresa da guerra de preços do mercado.
Os efeitos da subutilização incluem a vulnerabilidade competitiva frente a concorrentes que já oferecem integração analítica e o “desperdício” de uma infraestrutura de alto desempenho que opera abaixo de sua capacidade de geração de valor. A ausência de uma camada digital própria impede a empresa de capturar novas receitas e de oferecer ao cliente final ferramentas de prevenção de riscos, automação e gestão estratégica.
A resolução passa por encontrar soluções white label de IA, Analytics e IoT que sejam acopláveis à rede da Mesotech via APIs abertas. A meta é criar “Camadas de Ação” — módulos que o cliente ativa conforme sua necessidade, como detecção comportamental em escolas para previsão de risco ou monitoramento de fluxos hospitalares — transformando o produto de videomonitoramento em um diferencial competitivo baseado em inteligência preditiva.
A experimentação ocorrerá em um laboratório real: uma unidade escolar conectada no Rio Grande do Norte servirá como vitrine para a POC. A solução não deve exigir troca de hardware ou novas câmeras, sendo obrigatória a compatibilidade com os dispositivos já instalados nos clientes. O sucesso será medido pela capacidade técnica da solução em processar fluxos de vídeo heterogêneos e gerar indicadores de gestão que sejam homologados pelo cliente final.