Automação e Inteligência na Queijaria
“Como podemos desenvolver uma IA capaz de analisar em tempo real as características da matéria-prima e os dados de produção para gerar a automatização dos parâmetros ideais de fabricação?”
O Laticínio Novo Horizonte identifica uma falta de inteligência adaptativa em seu processo produtivo de queijos. O problema central é que o processo de fabricação opera com receitas fixas, enquanto a matéria-prima (leite) apresenta variações diárias constantes em sua composição. Essa falta de flexibilidade no processo gera inconsistências que impedem a padronização do produto final, dependendo excessivamente do conhecimento empírico dos operadores.
As causas dessa ineficiência incluem a ausência de sensores críticos na queijaria, como os de opacidade do soro, granulometria do grão e pH em tempo real. Sem esses dados, o processo torna-se subjetivo: a decisão sobre o ponto ideal de fabricação depende do “sentimento” ou experiência do operador. Essa falta de dados estruturados sobre o leite e a perda no processo cria um ciclo de tentativa e erro, onde se tenta ajustar a receita apenas após o erro ter ocorrido.
Os efeitos negativos são claros: rendimento variável, desperdício de leite e uma qualidade de produto inconsistente. Quando a umidade e o pH do queijo ficam fora do padrão, a empresa incorre em perdas financeiras, descartes de retalhos não conformes e a dificuldade de identificar a causa raiz dos problemas. O processo, hoje, é desacoplado da tecnologia, o que gera uma dependência de “operadores-chave” que detêm o conhecimento sobre como contornar as variações do leite.
O desafio será resolvido quando a empresa alcançar um rendimento de queijo estável e previsível, com receitas ajustadas automaticamente conforme a composição do leite do dia. A meta é ter um processo independente do conhecimento individual de cada colaborador, onde a automação garanta que umidade e pH permaneçam sempre dentro dos padrões de qualidade, maximizando o rendimento por litro de leite produzido e reduzindo custos operacionais.
A hipótese de solução envolve a integração de todos os dados (leite + processo + resultados) a uma IA treinada com o histórico da empresa para identificar a receita ideal por perfil de matéria-prima. A solução deve incluir visão computacional para leitura de grãos, sensores de opacidade e controle automático de corte e agitação. O objetivo final é uma indústria conectada, onde a IA executa os ajustes necessários na receita em tempo real, garantindo padronização e escalabilidade.